
E os céus externam sua angústia,
Entoando cânticos de agonia...
Numa aura de desespero,
O cosmo lastima sua própria existência.
O choro celeste é um drama
Que poucos conseguem entender...
É o drama humano absorvido pela natureza,
Natureza nefasta, infausta índole humana.
Esse é o momento dos céus...
Tudo tem a sua hora, seu momento
Inclusive a hora para desacreditar nas coisas.
E, acredite, os céus não lacrimejam... é nosso choro transfigurado.
E se isso ocorre, ao menos o cosmo celeste nos percebe
E conosco lamenta por nossa condição,
Condição inalterável da existência humana,
Aquela que sempre está por um irremediável fio.
(Hiran Andrade)
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