domingo, 11 de abril de 2010

E os céus...




E os céus externam sua angústia,

Entoando cânticos de agonia...

Numa aura de desespero,

O cosmo lastima sua própria existência.

O choro celeste é um drama

Que poucos conseguem entender...

É o drama humano absorvido pela natureza,

Natureza nefasta, infausta índole humana.

Esse é o momento dos céus...

Tudo tem a sua hora, seu momento

Inclusive a hora para desacreditar nas coisas.

E, acredite, os céus não lacrimejam... é nosso choro transfigurado.

E se isso ocorre, ao menos o cosmo celeste nos percebe

E conosco lamenta por nossa condição,

Condição inalterável da existência humana,

Aquela que sempre está por um irremediável fio.


(Hiran Andrade)

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